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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

IMORTALIDADE

O sangue frio das palavras

Corria no seu corpo já morto

Morto nos adereços em poesia


Na saudade de castrado sentimento

Epígrafe de oráculos em poema

Num mar que afoga as dunas da mente


Os dedos tocavam o lume de cinzas

Na lama dos alicerces da sua casa

Lírios plantados em soluços ainda vivo


Num abandono das palavras já mudas

Silêncio em melancolia, saliva dos lábios

Morde a imortalidade, imobilidade de si