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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

SAUDADE DAS PALAVRAS


SAUDADE DAS PALAVRAS


Saudade das palavras amenas

Com a morte agarrada a mim

Os lobos cobiçam todos os sonhos 

De quem ainda ousa sonhar

Num tempo que ainda havia amor


Agora rondam os sonhos de quem sonha 

E à volta de mim andam os lobos a rosnar 

Madrugadas solitárias absorvidas no tempo 

Lavram os sonhos de vestes nocturnas 

Em lençóis de desejos no leito da paixão


Num suspiro errante murmúrio calado 

Andam os lobos sombras que vagueiam indóceis

Nos sonhos de alguém ou não quem sabe

Pelas vértices da alma dentro de um peito vazio

Os versos perdem e os sonhos semeiam silêncio


Onde os lobos rosnam à volta de mim pela eternidade